ÁREAS DE ATUAÇÃO

A Endocrinologia estuda os distúrbios das glândulas endócrinas responsáveis pela produção de hormônios.

Diabetes

Representa um conjunto de distúrbios metabólicos caracterizados por hiperglicemia consequente a deficiência insulínica que pode ser decorrente da produção pancreática reduzida, liberação inadequada pelo pâncreas e/ou resistência periférica ao hormônio. O diabetes pode ser classificado em:

 Diabetes tipo 1 em que ocorre como consequência da  falência completa do pâncreas e o tratamento é baseado na insulinoterapia e

Diabetes tipo 2  que geralmente ocorre em indivíduos com  sucestibilidade genética associado a fatores ambientais como o excesso de peso e sedentarismo

Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) que é a hiperglicemia detectada pela primeira vez durante a gravidez

Outros tipos específicos (defeitos genéticos da função do pâncreas, doenças do pâncreas exócrino, induzido por medicamentos, etc…)

Diabetes Mellitus Gestacional

Costuma  aparece entre 24-28 semanas da gestação, geralmente transitório, está associado a complicações principalmente para o bebê quando não controlada, como macrossomia fetal (peso>4 kg), hipoglicemia neonatal, Taquipneia transitória, além de obesidade, síndrome metabólica e diabetes na fase adulta. O Tratamento em quase 80% dos casos e através da dieta com baixo teor de carboidrato. Em alguns casos é necessário o tratamento com insulina.

Obesidade

Diagnosticado pelo índice de massa corporal (IMC) maior que 30 ( peso dividido pela altura ao quadrado) geralmente associado a outras complicações como hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus, esteatose hepática.

Doenças da Tireóide

Pode ocorrer pela diminuição da função da glândula tireoide (hipotireoidismo) ou excesso da função dessa glândula (hipertireoidismo).  Nódulos tireoidianas são bastante prevalentes, principalmente nas mulheres. Na maioria das vezes é uma condição benigna, mas que em 5% dos casos pode ser  diagnosticado com câncer de tireoide.

Menopausa

A menopausa é um processo fisiológico em que todas as mulheres vão passar em algum momento da vida. O diagnóstico é clínico e retrospectivo, após um ano da última menstruação. Geralmente ocorre entre 45 aos 55 anos. Nesse período ocorre uma redução brusca dos hormônios femininos, sendo a queda do estrogênio o grande responsável pelos sintomas como ondas de calor, insônia, alterações de humor, irritabilidade, depressão além de alterações sexuais como a diminuição da libido, dor nas relações sexuais, incontinência urinária e maior predisposição a infeções urinárias de repetição. Importante é que existe tratamento com hormônios que melhoram esses sintomas e consequentemente a qualidade de vida da mulher, desde que não haja contraindicações. A terapia hormonal além de melhorar os sintomas, também apresenta benefícios em relação à prevenção da perda óssea associada a menopausa, diminuição do risco de diabetes mellitus, acúmulo de gordura na região abdominal. O tratamento deve sempre ser INDIVIDUALIZADO, sempre pesando os beneficios e riscos. Quando existe contraindicações para o tratamento hormonal, existem medicações sem hormônio que aliviam os sintomas relacionado a menopausa.

Síndrome Pré-Menstrual

É caracterizada pela presença de sintomas FíSICOS (dor nas mamas, cólica abdominal, sensação de “inchaço”, dor de cabeça) e sintomas AFETIVOS (irritabilidade, ansiedade, alterações do humor, depressão, baixa energia, alterações apetite, insônia/hipersonolência) que acontecem de forma CÍCLICA, geralmente 5 dias antes da menstruação, e que desaparecem dentro de 4 dias do sangramento menstrual, quando a mulher então experimenta um período livre de sintomas.

Os sintomas pré menstruais são considerados LEVES  em 50-80% das mulheres, e moderados em 30-40-% das pacientes. O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é considerado a forma mais grave da SPM, no qual predominam os sintomas emocionais que causam sofrimento pessoal e prejuízo funcional no trabalho, aumento dos conflitos interpessoais e isolamento social.

Acredita-se que as mulheres com SPM tenham hipersensibilidade às flutuações hormonais  que acontecem durante o ciclo menstrual normal além de deficiência de serotonina que é um neurotransmissor que regula o humor e a ansiedade.

O diagnóstico depende da avaliação retrospectiva, minuciosa, da presença de sintomas físicos e emocionais durante o ciclo menstrual, porém a avaliação através de diários prospectivos pela própria  paciente, relatando a frequência e a intensidade dos sintomas, tem acurácia maior no diagnóstico. É importante afastar outras doenças que se exacerbam no período pré-menstrual e que portanto, simulam a SPM, como a depressão, transtorno de ansiedade, enxaqueca, hipotireoidismo.

O Tratamento das formas leves envolve mudança de estilo de vida com dieta específica durante a fase pré-menstrual, atividade física, terapia cognitiva comportamental e suplementação de cálcio e vitamina B6. Nos casos moderados a graves a terapia medicamentoso está indicada, sendo os contraceptivos orais combinados e drogas inibidoras da receptação da serotonina as drogas mais eficazes.

Hirsutismo

É o excesso de pelos com características masculinas (pigmentados, grossos e enrolados) em lugares não comuns nas mulheres, como na face, região intermamária, abdome, coxa, região do dorso. A principal causa e a síndrome dos ovários policísticos, porém existem outras causas que devem

ser afastadas dependendo da presença de algumas características clínicas que devem ser avaliadas pelo médico.

Osteoporose

A osteoporose ocorre pela diminuição da densidade mineral óssea associada à deterioração da microarquitetura do osso. Essa  diminuição da quantidade e qualidade do osso pode levar a principal consequência da osteoporose que é a FRATURA. Em pacientes idosos que apresentam  risco aumentado de quedas por desequilíbrio postural, fraqueza muscular ou uso de medicamentos, o risco de fraturas é ainda maior. O diagnóstico de osteoporose pode ser clínico, quando existe fratura vertebral ou de fêmur, pelo Raio X quando se detecta uma fratura vertebral assintomática ou pela densitometria óssea que é o principal  exame para o diagnóstico, avaliação do risco de fraturas e acompanhamento do tratamento. O tratamento envolve mudança de hábitos como cessar o tabagismo, ingestão excessiva de álcool, prática de atividade física regular, principalmente a musculação, melhorar ingestão de alimentos que contenham cálcio. Paciente em que não é capaz de aumentar a ingestão de cálcio pela dieta, fazemos a suplementação de cálcio com comprimidos. A vitamina D, se necessário, deve ser suplementada. Existem drogas  anti-osteoporóticas que diminuem a perda óssea e outras que ajudam a formar osso novo. O principal objetivo do tratamento é previnir as fraturas. Além, uma resposta adequada às medicações pode ser observada através do aumento ou estabilização da massa óssea na densitometria.

Doenças do Metabolismo Ósseo

Além da osteoporose, existem outras doenças que envolvem o metabolismo do cálcio e o osso como o Hiperparatireoidismo, Hipoparatireoidismo.

Doenças da Glândula Suprarrenal

A glândulas adrenais são 2 e, se situam acima dos rins de cada lado. São responsáveis pela produção de hormônios importantes como os glicocorticóides, os androgênios (hormônios sexuais masculinos) ,mineralocorticóides e  adrenalina. Algumas doenças podem comprometer o funcionamento normal das adrenais, levando ao excesso ou deficiência de alguns dos seus hormônios.

Doenças da Hipófise

A hipófise é uma glândula situada na cabeça que controla as funções da tireoide, das adrenais, das mamas, do crescimento, do funcionamento das gônadas e também do controle hídrico, através da produção de hormônios como o GH, prolactina, ACTH, TSH, LH, FSH e ADH. As doenças são causadas pela produção diminuída ou aumentada desses hormônios, geralmente se apresentando como tumores benignos.